quinta-feira, 30 de julho de 2015

Destroço achado em ilha está nas coordenadas do MH370, diz Austrália

Pedaço de avião foi achado na ilha de Reunião, em Madagascar.
Especialistas analisam se ele faz parte de avião da Malaysia Airlines.


As autoridades da Austrália afirmaram nesta quinta-feira (30) que os destroços de um avião encontrados na ilha Reunião, no Oceano Índico, estão nas coordenadas onde os especialistas acreditam que o voo MH370 da Malaysia Airlines desapareceu em março de 2014.
"Caso sejam identificados como partes do MH370, seria consistente com as análises que mostram que o avião está no Oceano Índico", disse o vice-primeiro-ministro da Australia, Warren Truss.
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Destroço achado em ilha é analisado para checar se seria do voo MH370
"Os destroços estão sendo examinados por especialistas para determinar suas origens", acrescentou Tuss, que também é ministro das Infraestruturas.
O pedaço do avião, de cerca de três metros de comprimento, foi localizado por empregados de uma associação local dedicada à limpeza do litoral da ilha de Reunião, um departamento ultramar francês no Índico próximo de Madagascar.
O avião da Malaysia Airlines desapareceu em 8 de março de 2014 após mudar de rumo em uma "ação deliberada", segundo os analistas, apenas 40 minutos depois de ter decolado de Kuala Lumpur com direção a Pequim e que alguém desligasse os sistemas de comunicação.
A bordo da aeronave viajavam 153 chineses, 50 malaios (12 formavam a tripulação), sete indonésios, seis australianos, cinco indianos, quatro franceses, três americanos, dois neozelandeses, dois ucranianos, dois canadenses, um russo, um holandês, um taiwanês e dois iranianos.
Análises
O ministro de Transportes da Malásia, Liow Tiong Lai, que está em Nova York em uma visita à ONU, disse que o país enviou investigadores à ilha para verificar os destroços.
"Temos destroços que devem ser verificados antes de podermos confirmar se eles pertencem ao MH370. Portanto, enviamos uma equipe para averiguar esse assunto e esperamos que eles possam fazer a identificação o mais breve possível", indicou em comunicado, com cautela. "Até que haja provas tangíveis e irrefutáveis que o flap pertence ao avião desaparecido será prematuro especular".
A Malaysia Airlines também considerou que é "prematuro" especular. Em um comunicado, a Malaysia Airlines informou que trabalha com as "autoridades competentes para confirmar" a procedência do fragmento.
O diretor-geral do departamento malaio de Aviação Civil, Azharuddin Abdul Rahman, disse à AFP que sua agência se reunirá com o ministério dos Transportes, o ministério das Relações Exteriores e com a Malaysia Airlines para analisar os "próximos passos", mas "primeiro temos que verificar se este fragmento pertence ao voo MH370".
As autoridades francesas indicaram que não descartam que os destroços sejam fragmentos do Boeing 777 que realizava o voo MH370 da Malaysia Airlines.
A origem dos destroços "não foi identificada" e "não se descarta nenhuma hipótese, incluindo" seu pertencimento a um Boeing 777, declarou a prefeitura da ilha de Reunião.
O escritório especializado em investigação e acidentes da aviação civil francesa "se encarregou de coordenar a investigação francesa e a investigação internacional, realizada principalmente por especialistas malaios e australianos", acrescentou.
tópicos:
Austrália, Madagascar, Malaysia Airlines, Malásia

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