terça-feira, 11 de agosto de 2015

Defesa pede suspensão de ações da Lava Jato contra Alberto Youssef

Cláusula de delação prevê suspensão com a soma de 30 anos de pena.
Petição foi protocolada nesta terça-feira (11).
Fernando Castro
Do G1 PR



 CPI Petrobras ouve Youssef sessão Curitiba (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)
Youssef já foi condenado a 43 anos de reclusão
(Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)
A defesa de Alberto Youssef pediu à Justiça Federal que sejam suspensos os processos e inquéritos policiais decorrentes da Operação Lava Jato que tramitam contra o doleiro na primeira instância. O pedido é baseado no acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF), que prevê a suspensão das ações quando a soma das penas do doleiro atingir 30 anos.
No documento, os advogados que representam Youssef citam a cláusula do acordo. “Logo após o trânsito em julgado das sentenças condenatórias que somem o montante mínimo de 30 (trinta) anos de prisão (...) a suspensão em relação exclusivamente ao COLABORADOR de todos os processos e inquéritos policiais em tramitação perante a 13ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Curitiba, assim como daqueles que serão instaurados inclusive perante outros juízos, em decorrência dos fatos revelados a partir da presente colaboração”, diz trecho do documento.
Alberto Youssef foi condenado até o momento em quatro processos decorrentes da Lava Jato. A defesa leva em conta, ainda, uma condenação de setembro de 2014 pela atuação do doleiro em uma fraude no antigo Banco do Estado do Paraná (Banestado). O caso aconteceu em 1998, mas foi arquivado, pois à época Youssef havia feito um acordo de delação premiada com a Justiça. Porém, como a Operação Lava Jato apontou a participação do doleiro em uma nova prática criminosa, o processo do Banestado foi reaberto e ele acabou condenado.
As penas somadas chegam a 43 anos, nove meses e dez dias de reclusão, conforme a defesa, o que possibilita a suspensão dos demais processos. A decisão sobre a suspensão dos processos cabe ao juiz federal Sergio Moro.
O doleiro responde ainda a pelo menos 14 ações na Justiça Federal. Destas, 12 são decorrentes da Lava Jato, e duas são do caso Banestado e foram reabertas pela quebra do acordo anterior.

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