segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Em PE, sindicato de trabalhadores da construção civil deflagra greve

Eles pedem reajuste salarial de 20% e prometem paralisar obras.
Cerca de 80% da categoria está de braços cruzados, diz sindicato.


O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Pesada de Pernambuco (Marreta) deflagrou greve por tempo indeterminado, a partir desta segunda-feira (16). A categoria fez uma assembleia nesta manhã, na sede do sindicato, na região central do Recife, e saiu para convocar outros trabalhadores da área.
De acordo com Dulcilene Morais, presidente do sindicato, a categoria pede um reajuste salarial de 20%. "O reajuste deveria ter sido feito em 1º de outubro, mas os patrões não querem negociar. Eles dizem que só vão negociar em 2016", explicou. A categoria pede ainda adicional de hora extra de 100%, não ampliação de jornada de trabalho para os sábados e vale alimentação no valor de R$ 200, além de melhorias nas refeições dos operários.
O sindicato conta com profissionais como pedreiros, carpinteiros, eletricistas e encanadores. "Vamos paralisar as obras", comentou ainda Dulcilene Morais. De acordo com ela, cerca de 80% da categoria está de braços cruzados. O grupo planeja fazer uma nova assembleia às 7h da terça-feira (17) para avaliar o movimento.
Procurado pelo G1, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), Gustavo de Miranda, afirmou que entende a greve como um processo legítimo, mas destacou que o movimento é inoportuno, já que o momento é de complicações na economia.
"Temos que discutir o valor e quando devemos dar o aumento. Não temos dúvida que [a categoria] deve ter aumento, mas não podemos dar agora", afirmou. Miranda lembrou ainda que o Sinduscon está aberto à negociação e que os dias em que o trabalho estiver paralisado não serão pagos.

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