sábado, 7 de novembro de 2015

Estudantes de Olinda vão ao México apresentar estudo sobre alagamentos

Ocupação desordenada e assoreamento estão entre causas do problema.
Trabalho foi selecionado entre outros 300 na feira do Espaço Ciência.


Estudantes da rede pública de ensino de Pernambuco foram selecionados para participar de uma feira internacional de pesquisa na cidade de Tampico, no México, em 2016. Durante mais de um ano, eles estudaram as causas e as possíveis alternativas para evitar os constantes alagamentos no bairro de Jardim Brasil, em Olinda, como mostrou reportagem do NETV 1ª Edição neste sábado. [Veja no vídeo acima].

O trabalho deles foi selecionado, entre outros 300, na feira do Espaço Ciência, em Olinda, que aconteceu na semana passada. O grupo tem quatro integrantes: Jeferson Silva, 17 anos; Joel Matheus, 15; Fagner Urack, 17; e Luciano Gomes, 17. O professor de geografia Ruy Parahyba foi o orientador.
Os jovens são alunos da Escola Desembargador Renato Fonseca, em Jardim Brasil – um colégio público que sofre com os alagamentos no bairro. O trabalho levou um ano e meio para ficar pronto. Primeiro eles mapearam o bairro. Depois conseguiram um documento do Exército de 1974 e compararam com a situação atual. Foi um trabalho teórico e de campo, incluindo visitas a lagoas e canais que cortam o bairro.
"Fizemos o cruzamento dessas informações para que pudéssemos chegar a esse resultado. Os estudantes perceberam a ocupação desordenada, umas áreas que estão sendo aterradas, muito assoreamento e as transformações que estão ocorrendo no espaço", explicou o professor.

"Identificamos as causas desses alagamentos, depois mapeamos os pontos e sugerimos ações que pudesse minimizá-los", explica Jefferson Silva. Joel Matheus explica que esses pontos impossibilitavam a passagem da água. "Como não tinha para onde a água escorrer, alagava o bairro de Jardim Brasil", conclui.
Fagner Urack disse que o trabalho apontou também a existência de moradias irregulares no entorno de lagoas. "De 1986 em diante, começaram a surgir em grande escala e sufocar as lagoas. Elas acabam transbordando e alagando os bairros", detalha.
Com a conquista, a expectativa deles é chamar a atenção do poder público para os problemas do bairro. "Estamos representando a escola publica e mostrando que ela é capaz de chegar onde quiser", diz Urack.

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