quarta-feira, 18 de novembro de 2015

PF desmonta grupo que fraudava aposentadorias em MG e no DF Grupo forjava laudos e atestados para conseguir benefícios por invalidez. Prejuízo é estimado em R$ 4 milhões; 23 mandados foram cumpridos.

PF desmonta grupo que fraudava aposentadorias em MG e no DF
Grupo forjava laudos e atestados para conseguir benefícios por invalidez.
Prejuízo é estimado em R$ 4 milhões; 23 mandados foram cumpridos.




















Operação da Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (18), 23 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais contra suspeitos de participação em um grupo que fraudava aposentadorias por invalidez. Os benefícios eram obtidos na Justiça. O prejuízo é estimado em cerca de R$ 4 milhões.
Segundo a PF, a cifra poderia atingir até R$ 66 milhões caso o esquema não fosse descoberto e os falsos beneficiários recebessem pensão até completarem 75 anos (expectativa média de vida no país, segundo o IBGE). O grupo agia desde 2009.
A operação foi denominada “Arquétipo”, em referência à repetição das mesmas informações nos laudos e atestados médicos fraudados. Até as 19h, a PF não tinha informado o número de pessoas detidas. O cumprimento dos mandados envolveu 107 policiais federais e 23 servidores da Previdência Social.
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As investigações começaram em setembro de 2014, quando seis pessoas foram identificadas como participantes do esquema. A PF informa que até o momento não foi constatado o envolvimento de servidores da Previdência no grupo.
A corporação afirma que os criminosos agiam em duas frentes. Um núcleo era responsável por falsificar atestados e exames médicos usados na solicitação dos benefícios. Os documentos também eram usados para transformar auxílio-doença em aposentadoria por invalidez.
O outro núcleo agia para "prolongar" o pagamento de pessoas que já recebiam benefício por incapacidade e tiveram o repasse cessado por alta médica. O grupo agia na esfera administrativa e fornecia laudos com diagnósticos de novas doenças, geralmente cardíacas.
A falsidade ideológica na documentação foi detectada "várias vezes" pela perícia médica da Previdência Social. Nesses casos, os benefícios foram rejeitados. Um dos segurados foi preso em flagrante pela PF. Os envolvidos devem ser indiciados por estelionato previdenciário, falsidade ideológica e associação criminosa, entre outros crimes.

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