quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Presidente birmanês felicita Suu Kyi por vitória eleitoral

Mianmar inicia um processo histórico de alternância de poder.
'Bem-vinda à nova guarda', disse Thein Sein.


O presidente de Mianmar se uniu ao comandante das Forças Armadas para felicitar a líder opositora Aung San Suu Kyi por sua vitória nas eleições históricas de domingo (8) e prometeu fazer todo o possível para facilitar a transição à democracia. "Bem-vinda à nova guarda", afirma o jornal estatal Global New Light of Myanmar, com uma foto do presidente Thein Sein. "Gostaríamos de felicitar Aung San Suu Kyi por ter conquistado a aprovação do povo" nas primeiras eleições livres em 25 anos, afirma o presidente Thein Sein em um comunicado divulgado pelo site do governo. saiba mais Suu Kyi propõe negociações aos principais dirigentes de Mianmar Apuração lenta confirma grande vitória de Suu Kyi em Mianmar Suu Kyi acredita na vitória de seu partido nas eleições de Mianmar Mianmar tem eleições tranquilas e sem relatos de violência Mianmar tem primeira eleição livre em 25 anos Leia mais notícias sobre Mianmar Com o respaldo do presidente e do comandante das Forças Armadas, Mianmar inicia um processo histórico de alternância de poder. O poderoso comandante do exército birmanês prometeu "cooperar com o novo governo". "O exército fará todo o necessário, em cooperação com o novo governo", afirmou o general Min Aung Hlaing em um discurso. "A confiança do povo pode ser conquistada", completou Hlaing, que apelou aos militares por "obediência e disciplina". Na quarta-feira, o comandante do exército felicitou Aung San Suu Kyi por sua vitória. Min Aung Hlaing conserva um importante papel político no sistema atual, herdado da junta militar que governou o país até 2011: ele designa 25% dos deputados militares, não eleitos, um número que na prática concede um direito de veto ao exército. Também nomeia ministros importantes, incluindo as pastas da Defesa e Interior. Aung San Suu Kyi prometeu acabar com este sistema em caso de vitória e analistas aguardavam a reação do exército. A estratégia nos últimos dias da Liga Nacional para a Democracia (LND), o partido de Aung San Suu Kyi, era dar tempo ao governo para reconhecer a situação. A líder opositora evita as aparições públicas e recomendou a seus seguidores que não saiam às ruas. A vencedora do Nobel da paz, que passou anos em prisão domiciliar durante o regime militar, pretende iniciar na segunda-feira a viagem a Naypyidaw, capital administrativa do país e que fica a cinco horas de Yangun, para a retomada dos trabalhos no Parlamento. Deputada desde 2012 (eleita nas legislativas parciais vencidas com folga pela LND), ela terá oportunidade para se reunir com o presidente Thein Sein e falar sobre a transição. O processo levará tempo. A Assembleia atual ainda se reunirá por vários meses, antes da posse da nova maioria parlamentar. Aung San Suu Kyi e os 409 deputados da LND deverão limitar-se a atuar na oposição parlamentar até o fim de janeiro, ante os 331 deputados do partido governista USDP e os 100 deputados militares não eleitos, uma prerrogativa herdada do período da junta militar. O novo Parlamento só deve iniciar os trabalhos em fevereiro ou março de 2016. Obama felicita MianmarO governo birmanês anunciou nesta quinta-feira que o presidente americano, Barack Obama, ligou a seu colega birmanês para felicitá-lo por ter permitido eleições "livres". "O presidente Obama ligou para o presidente Thein Sein para felicitá-lo, a ele e a seu governo, por ter conseguido organizar eleições históricas, livres", afirmou o ministro da Informação, Ye Htut, em um comunicado. "Pode estar orgulhoso deste êxito eleitoral, é um marco histórico", afirmou Obama, segundo o ministro birmanês.

O presidente de Mianmar se uniu ao comandante das Forças Armadas para felicitar a líder opositora Aung San Suu Kyi por sua vitória nas eleições históricas de domingo (8) e prometeu fazer todo o possível para facilitar a transição à democracia.
"Bem-vinda à nova guarda", afirma o jornal estatal Global New Light of Myanmar, com uma foto do presidente Thein Sein.
"Gostaríamos de felicitar Aung San Suu Kyi por ter conquistado a aprovação do povo" nas primeiras eleições livres em 25 anos, afirma o presidente Thein Sein em um comunicado divulgado pelo site do governo.
saiba mais
Suu Kyi propõe negociações aos principais dirigentes de Mianmar
Apuração lenta confirma grande vitória de Suu Kyi em Mianmar
Suu Kyi acredita na vitória de seu partido nas eleições de Mianmar
Mianmar tem eleições tranquilas e sem relatos de violência
Mianmar tem primeira eleição livre em 25 anos
Leia mais notícias sobre Mianmar
Com o respaldo do presidente e do comandante das Forças Armadas, Mianmar inicia um processo histórico de alternância de poder.
O poderoso comandante do exército birmanês prometeu "cooperar com o novo governo".
"O exército fará todo o necessário, em cooperação com o novo governo", afirmou o general Min Aung Hlaing em um discurso.
"A confiança do povo pode ser conquistada", completou Hlaing, que apelou aos militares por "obediência e disciplina".
Na quarta-feira, o comandante do exército felicitou Aung San Suu Kyi por sua vitória.
Min Aung Hlaing conserva um importante papel político no sistema atual, herdado da junta militar que governou o país até 2011: ele designa 25% dos deputados militares, não eleitos, um número que na prática concede um direito de veto ao exército. Também nomeia ministros importantes, incluindo as pastas da Defesa e Interior.
Aung San Suu Kyi prometeu acabar com este sistema em caso de vitória e analistas aguardavam a reação do exército.
A estratégia nos últimos dias da Liga Nacional para a Democracia (LND), o partido de Aung San Suu Kyi, era dar tempo ao governo para reconhecer a situação.
A líder opositora evita as aparições públicas e recomendou a seus seguidores que não saiam às ruas.
A vencedora do Nobel da paz, que passou anos em prisão domiciliar durante o regime militar, pretende iniciar na segunda-feira a viagem a Naypyidaw, capital administrativa do país e que fica a cinco horas de Yangun, para a retomada dos trabalhos no Parlamento.
Deputada desde 2012 (eleita nas legislativas parciais vencidas com folga pela LND), ela terá oportunidade para se reunir com o presidente Thein Sein e falar sobre a transição.
O processo levará tempo. A Assembleia atual ainda se reunirá por vários meses, antes da posse da nova maioria parlamentar.
Aung San Suu Kyi e os 409 deputados da LND deverão limitar-se a atuar na oposição parlamentar até o fim de janeiro, ante os 331 deputados do partido governista USDP e os 100 deputados militares não eleitos, uma prerrogativa herdada do período da junta militar.
O novo Parlamento só deve iniciar os trabalhos em fevereiro ou março de 2016.
Obama felicita MianmarO governo birmanês anunciou nesta quinta-feira que o presidente americano, Barack Obama, ligou a seu colega birmanês para felicitá-lo por ter permitido eleições "livres".
"O presidente Obama ligou para o presidente Thein Sein para felicitá-lo, a ele e a seu governo, por ter conseguido organizar eleições históricas, livres", afirmou o ministro da Informação, Ye Htut, em um comunicado.
"Pode estar orgulhoso deste êxito eleitoral, é um marco histórico", afirmou Obama, segundo o ministro birmanês.

Sem comentários:

Publicar um comentário