sexta-feira, 4 de março de 2016

PE pode receber do governo federal R$ 33 milhões para combater seca

PE pode receber do governo federal R$ 33 milhões para combater seca



Secretário Nacional de Defesa Civil prometeu aprovar plano estadual.
Barragem de Jucazinho está com menos de 2% de água acumulada.
Do G1 PE

 Presidente da Compesa, Roberto Tavares, se reuniu com o secretário Nacional de Defesa Civil, general Adriano Pereira (Foto: Divulgação / Compesa)
Presidente da Compesa se reuniu com o
secretário Nacional de Defesa Civil
(Foto: Divulgação / Compesa)
O governo de Pernambuco pode receber R$ 33 milhões para o Plano de Enfrentamento à Seca. A promessa foi feita, nesta quinta-feira (3 de março), pelo secretário Nacional de Defesa Civil, general Adriano Pereira, ao presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares. Na quarta (2), o G1 mostrou a grave crise hídrica enfrentada pelo Agreste pernambucano.
O plano apresentado pelo governo estadual inclui a cidade de Surubim, onde fica a Barragem de Jucazinho. Com 1,4% da capacidade, o reservatório tem o pior volume de sua história. Se o repasse for feito, a Compesa planeja fazer uma obra de interligação dos Sistemas Palmeirinha, em Bom Jardim, e Jucati. A obra é orçada em R$ 3 milhões.

Segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, o secretário se comprometeu a dar a resposta sobre a liberação do dinheiro nos próximos 15 dias. "Como estamos falando de um recurso de emergência, ele prometeu fazer essa análise de forma mais rápida. Se ele autorizar, a gente dá início ao processo de licitação. Depois, quando a empresa for contratada, dada a ordem de serviço, a obra deve ser concluída em seis meses", informou.
O plano prevê também obras emergenciais para atender Jucati, Itaíba e Jupi, todas situadas no Agreste. Jucati, por exemplo, está com o abastecimento prejudicado há dois anos e pode ser beneficiada com a interligação com o sistema de Garanhuns, numa obra estimada em R$ 11 milhões.
A expectativa da Compesa é de que, se a aprovação do plano ocorrer ainda em março, as contratações podem ser feitas em abril, com início imediato das obras.
Tavares também disse que o aumento das chuvas nos últimos meses não é suficiente para solucionar a questão da crise hídrica no estado.
"Essas chuvas de verão são muito benéficas, mas não resolvem o problema. Então, apresentamos esse plano de enfrentamento à seca. Vamos buscar, em cada cidade, uma solução", afirmou.
 
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Dos 34 reservatórios menores ou  complementares da região, oito estão em colapso. Ou seja, um quarto desse total apresenta volume acumulado inferior a 2%. E, como se não bastasse tudo isso, a expectativa de chuvas para os próximos quatro meses é de até 40% abaixo da média histórica.
No mesmo período do ano passado, a região do Agreste tinha um acúmulo de 18% nos reservatórios, segundo dados da Agência de Água e Clima de Pernambuco (Apac).  Este ano, o índice caiu para 12%.  O sistema que influencia o regime pluviométrico do Agreste e deveria começar a atuar agora, em março. Mas, infelizmente, por causa do El Niño, chegará com bem menos força do que o previsto.

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