sexta-feira, 15 de abril de 2016

Ato de vigilantes tem tumulto, disparos e bombas de efeito moral - 15 - 04 - 2016

Trabalhadores das empresas de transporte de valores fizeram vigília.
Profissionais reivindicavam que empresa aceite novo sindicato da categoria.




Um tumulto aconteceu em frente à empresa de vigilância terceirizada Preserve no início da tarde desta sexta-feira (15). Vários relatos da confusão chegaram ao G1 através de imagens enviadas ao WhatsApp da Rede Globo Nordeste. Nos vídeos, há uma grande movimentação em frente a Preserve. É possível também ver o Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPChoque) utilizando bombas de efeito moral e ouvir o barulho de disparos.
Tumulto aconteceu em frente a empresa de segurança terceirizada (Foto: Reprodução/Whatsapp da Globo)
Tumulto aconteceu em frente a empresa de
segurança  (Foto: Reprodução/Whatsapp da Globo)
A nova categoria, o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Transporte de Valores e Escolta Armada (Sindfort), estava realizando uma vigília em frente a empresa, que não aceitou a desvinculação dos trabalhadores do Sindesv para o Sindfort e segue, de acordo com um dos diretores do Sindfort, Alexsandro Cordeiro, respondedo ao SIindesv.
"As empresas teimam em fazer acordo com o outro sindicato [Sindesv]. Nós já estamos registrados em cartório e existe um processo no Ministério do Trabalho para que saia a carta sindical, mas, para rerpresentar o sindicato, não precisa da carta. Precisa da legitimidade e respaldo do trabalhador. Essa carta só serve para que o sindicato receba o imposto sindical, o que inclusive nossa categoria é contra", aponta Cordeiro.
A categoria faz vigilia desde a segunda-feira (11) em frente a empresa. De acordo com outro diretor do sindicato, Carlos Azevedo, a categoria reivindica reposição salarial de 15 a 20%, aumento de R$ 5 no ticket refeição, plano de saúde e redução de horas na jornada de trabalho. Atualmente, eles R$ 1200; R$ 900 do salário mais R$ 300 por risco de vida.
Ainda de acordo com o Sindfort, esses vigilantes trabalham na Prosegur, Brinks, Preserve e Corpus. Todas já estão negociando com eles, menos a Preserve. Na próxima segunda-feira (18) está marcada uma reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho. Segundo o Sindicato dos Vigilantes (Sindesv-PE), o grupo ainda não é legítimo, pois não possui a carta sindical.
Desde o início da semana o grupo está impedindo os carros da Preserve de deixar a sede, que fica na Rua Afonso Pena, no bairro da Boa Vista, área central do Recife. O ato seria uma reintegração de posse para que a empresa pudesse voltar ao trabalho normalmente. Um vigilante que preferiu não se identificar informou que ficou machucado com os tiros de bala de borracha.
A Polícia Militar divulgou nota informando que vinha mantendo diálogo com o movimento para que "não houvesse obstrução da via, bem como, para que não fosse impedida a saída dos veículos de transporte de valores", mas que parte dos grevistas não cumpriram o acordo. No texto, a corporação apontou ainda que "após determinação judicial de que, tais veículos deveriam ter acesso livre para saída, a PM, realizou a liberação da via para a saída de 10 carros-forte, porém quando foram abertos os portões da empresa, parte dos manifestantes sentaram na calçada e via, impedindo tal locomoção e recusando-se a sair e liberar a saída".
A PM afirmou que tentou liberar a saída através do diálogo, sem secesso, e "foi necessária a intervenção do efetivo para cumprimento da determinação judicial. Os grevistas, atingiram os carros-forte com martelos e pedras, ferindo também policiais militares, que foram atendidos, medicados e liberados". A nota apontou ainda que não houveram presos e que alguns grevistas permaneciam no local, no começo da noite.

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