quarta-feira, 13 de abril de 2016

Dupla, que pichou, biblioteca, pública, de BH é condenada, a dez, anos, de prisão,

Réus ainda vão pagar R$ 45 mil de multa pelos danos causados ao patrimônio


Os dois homens que picharam a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, na praça da Liberdade, na região centro-sul de Belo Horizonte, foram condenados pela 11ª Vara Criminal da capital. A dupla também vandalizou as estátuas de bronze dos "quatro cavaleiros do apocalipse", momumentos que representam os escritores mineiros Otto Lara Resende, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Hélio Pellegrino.
Darcy Gonçalves Vieira Júnior está preso preventivamente e teve pena fixada em oito anos, seis meses e dez dias, em regime inicialmente fechado. Ele ainda deve pagar R$ 25 mil de indenização pelos danos causados, além de 79 dias-multa.







Vieira pichou posteriormente uma pilastra e um muro de pedra situado na parte externa da biblioteca, além de fazer postagens em redes sociais exibindo imagens do feito. Ele responde por dois crimes de deterioração de biblioteca, um crime referente à pichação de edificação ou monumento urbano tombado em virtude do valor artístico e três crimes de dano qualificado.

Já Leonardo Vinícius de Souza é considerado foragido. Ele violou o sistema de monitoramento por tornozeleira eletrônica. O juiz Marcos Henrique Caldeira Brant manteve o decreto de prisão preventiva e estipulou pena de dois anos, sete meses e 15 dias, em regime inicialmente aberto, e 32 dias-multa. Para reparação dos danos provocados pelos crimes praticados, Souza deverá pagar R$ 20 mil.

O rapaz é acusado pelos crimes de deterioração de biblioteca, pichação de edificação ou monumento urbano tombado em virtude do valor artístico e dano qualificado, duas vezes. Ambos foram acusados com circunstâncias agravantes de pena: concorrer para danos à propriedade alheia, atingir áreas urbanas ou assentamentos humanos e cometer infração à noite.

Ao condenar os integrantes da gangue, o juiz levou em consideração o depoimento de testemunhas e o valor artístico e histórico dos monumentos, protegidos por atos administrativos de tombamento. A decisão, por ser de primeira instância, está sujeita a recurso.

Sem comentários:

Publicar um comentário