quinta-feira, 19 de maio de 2016

Avião que decolou de Paris e voava para o Egito desaparece do radar

Avião que decolou de Paris e voava para o Egito desaparece do radar
Airbus A320 da EgyptAir tem 66 a bordo: 56 passageiros e 10 tripulantes.
Aeronave deveria pousar no Cairo na madrugada desta quinta-feira (19).


Um avião da EgyptAir, com 66 pessoas a bordo, desapareceu do radar durante voo entre Paris, na França, e Cairo, no Egito, informou a companhia aérea nesta quarta-feira (18).
Em breve comunicado no "Twitter", a EgyptAir postou o voo MS804 de um Airbus A320 partiu do aeroporto Charles de Gaulle nesta quarta às 23h09 (18h09 em Brasília) e deveria pousar cinco horas depois no aeroporto internacional do Cairo, na madrugada desta quinta (19), às 3h15 (horário local).
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A aeronave transportava 56 passageiros - entre eles uma crianças e dois adolescentes - e 10 tripulantes, informam as agências internacionais de notícias. De acordo com a companhia egípcia, o voo transportava 30 egípcios e 15 franceses, além de dois iraquianos, um britânico, um belga, um kuwaitiano, um saudita, um sudanês, um chadiano, um português, um argelino e um canadense.
O último contato do piloto ocorreu com a torre de controle de Atenas, na Grécia, 10 minutos antes do desaparecimento. Não há registro de pedidos de socorro.
No momento do sumiço, o avião voava a uma altitude de 37 mil pés (11.300 metros), estaria sobre o Mar Mediterrâneo e já no espaço aéreo egípcio. As condições do tempo eram boas, segundo metereologista da "CNN".
Alerta sobre desaparecimento de avião da EgyptAir no Twitter da companhia aérea (Foto: Reprodução / Twitter da EgyptAir)
Alerta sobre desaparecimento de avião da EgyptAir no Twitter da companhia aérea (Foto: Reprodução / Twitter da EgyptAir)
A Efe especulou que a aeronave teria sido sequestrada, e, mais tarde, disse que piloto teria emitido um pedido de socorro. A Reuters informou que o mais provável é o avião ter caído no mar. A France Presse (AFP) afirmou que o voo MS804 caiu perto da ilha grega de Karpatos, ao sudeste do Mar Egeu, quando sobrevoava o espaço aéreo egípcio. Governos de França e Egito e a EgyptAir não confirmaram essas informações.
A Grécia informou que iniciou busca aérea e pelo mar. O Ministério da Defesa disse que autoridades também estão investigando o alerta de um capitão de um navio mercante que relatou ter visto uma "chama no céu" cerca de 130 milhas náuticas ao sul da ilha de Karpathos.
A EgyptAir informou que equipes de investigação e de resgate já iniciaram a busca pelo avião desaparecido e que mantém contato com autoridades para localizar a aeronave.
Famílias de passageiros que estavam no voo da EgyptAir no aeroporto do Cairo (Foto: Khaled Desouki / AFP Photo)
Famílias de passageiros que estavam no voo da EgyptAir no aeroporto do Cairo (Foto: Khaled Desouki / AFP Photo)
Familiares de passageiros estão no aeroporto do Cairo, à espera de notícias do voo e de seus parentes.
A companhia informou também que o piloto do avião, cujo nome não foi divulgado ainda, tinha 6.275 horas de voo, incluindo 2.101 horas no comando de um Airbus A320. O copiloto tinha 2.766 horas de voo. A aeronave foi produzida em 2003.
O presidente de França, François Hollande, anunciou nesta quinta que falou com o presidente egípcio, Abdel Fatah al Sissi, sobre o avião desaparecido. Para ele, “não se deve descartar nenhuma hipótese” sobre a causa do sumiço.
Parentes e amigos dos passageiros do voo MS804 da EgyptAir no aeroporto do Cairo, no Egito (Foto: Amr Abdallah Dalsh / Reuters)
Parentes e amigos dos passageiros do voo MS804 da EgyptAir no aeroporto do Cairo, no Egito (Foto: Amr Abdallah Dalsh / Reuters)
Bomba falsa
Em março deste ano, um avião da EgyptAir, que voava de Alexandria para o Cairo, foi sequestrado e forçado a aterrissar no Chipre. O homem que desviou a rota carregava um cinturão com explosivos falsos e acabou preso. Não ficou claro, porém, se o caso era um ato terrorista, pois o presidente cipriota descartou essa ação.
Atentado
Um Airbus A-321 operado pela Metrojet, da Rússia, caiu no Sinai em 31 de outubro de 2015, matando todas as 224 pessoas a bordo. Russos e governos ocidentais disseram que o avião foi derrubado por uma bomba. O Estado Islâmico (EI) disse ter conseguido explodir a aeronave.