quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dólar fecha a R$ 3,4915 com alta do petróleo e indicação de Ilan ao BC

Dólar fecha a R$ 3,4915 com alta do petróleo e indicação de Ilan ao BC
Moeda dos EUA caiu 0,36% frente ao real, a R$ 3,4915 na venda.
Mais uma vez, o BC não atuou no mercado cambial, a 3ª sessão seguida


O dólar fechou em queda nesta terça-feira (17), abaixo de R$ 3,50, em dia marcado pelo anúncio da nova equipe econômica pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e em linha com o exterior, e com os ganhos nos preços do petróleo favorecendo moedas de países emergentes.


MERCADO FINANCEIRO
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A moeda dos Estados Unidos fechou em queda de 0,36% frente ao real, a R$ 3,4915 na venda, após atingir R$ 3,4825 na mínima do dia e R$ 3,5295 na máxima, segundo a Reuters. Veja a cotação do dólar hoje.
Mais uma vez, o BC não atuou no mercado cambial, a terceira sessão seguida. Foi um dia de sobe e desce da divisa, com receios sobre a proximidade de elevação nos juros norte-americanos mantendo os investidores cautelosos, destaca a Reuters.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h19, queda de 0,59%, a R$ 3,4835
Às 9h49, alta de 0,06%, a R$ 3,5066
Às 10h40, alta de 0,5%, a R$ 3,5216
Às 11h10, alta de 0,27%, a R$ 3,5136
Às 11h30, alta de 0,21%, a R$ 3,5115.
Às 11h59, queda de 0,22%, a R$ 3,4962.
Às 12h50, queda de 0,19%, a R$ 3,4976
Às 14h50, queda de 0,14%, a R$ 3,4992
Às 16h09, queda de 0,31%, a R$ 3,4932

Para muitos operadores, o BC  não tem interesse em uma cotação muito abaixo de R$ 3,50 de forma a não prejudicar as exportações brasileiras e, consequentemente, as contas externas.
No mês, o dólar acumula alta de 1,49%. No ano, porém, a moeda caiu 11,56%.
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em baixa nesta terça (17), tendo como pano de fundo a piora nas bolsas dos Estados Unidos, com preocupações voltadas ao eventual aumento dos juros norte-americanos, e repercutindo a nova equipe econômica anunciada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, além de um cenário externo sem viés, segundo a Reuters. O Ibovespa caiu 1,86%, aos 50.839 pontos.
Sobe e desce do dólar nesta terça
O mercado reage bem à indicação dos nomes para a nova equipe econômica
Dados fortes sobre a economia dos EUA alimentaram expectativas sobre alta de juros no país
Petróleo em alta favorece as moedas de mercados emergentes
Mais uma vez, o BC não anunciou intervenção no câmbio
Cenário externo
Dados sobre a economia dos Estados Unidos aumentaram as expectativas do mercado por uma alta dos juros no país. Juros mais elevados por lá poderiam levar à saída de recursos de países considerados mais arriscados, como o Brasil - o que motivaria uma tendência de alta do dólar em relação ao real.
"Foram dados bons dos EUA, aumentando receios com alta de juros", disse à Reuters o superintende regional de câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Correa.
Os preços ao consumidor nos EUA tiveram a maior alta em mais de três anos em abril, com o avanço dos custos da gasolina e dos aluguéis, indicando pressão inflacionária constante que pode dar ao Fed munição para elevar os juros ainda este ano. Além disso, a produção industrial expandiu em abril, com os fabricantes de maquinário e carros registrando aumentos sólidos na produção.
Do cenário externo, influenciava ainda a alta nos preços do petróleo. O barril nos EUA atingiu a máxima em sete meses nesta sessão, em meio a expectativas de estoques menores nos Estados Unidos e após incêndios florestais voltaram a ameaçar fornecedores canadenses.
Nova equipe econômica
Para o comando do Banco Central, foi indicado Ilan Goldfajn, que era economista-chefe e sócio do Itaú Unibanco. Ele já foi diretor de Política Econômica do próprio BC no mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso e no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2000 e 2003.
Também foram confirmados os nomes dos economistas Mansueto Almeida (Secretaria de Acompanhamento Econômico), Carlos Hamilton (Secretaria de Política Econômica) e a manutenção, pelo menos por enquanto, de Jorge Rachid na Receita Federal e de Otávio Ladeira no Tesouro Nacional.

"Os nomes agradaram e o mercado reagiu bem", resumiu à Reuters o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado, referindo-se à abertura em queda do dólar.
"Com confiança no novo governo e na nova equipe econômica, é natural que posições defensivas sejam gradativamente desmontadas", acrescentou o superintendente de câmbio da corretora Correparti, Ricardo Gomes da Silva.