Sob chuva, Recife tem ato pelo Dia do Trabalho e contra o impeachment 01 / 05 / 2016

Concentração aconteceu na Praça do Derby, área central da cidade.
Marcha saiu por volta das 11h30, com destino ao Marco Zero.







A cidade do Recife amanheceu embaixo de chuva e a marcha organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), marcada para sair às 9h deste domingo (1º), só deixou a concentração, na praça do Derby, na área central do Recife, por volta das 11h30. De acordo o presidente estadual da CUT, Carlos Veras, a passeata reúne 15 mil manifestantes. A Polícia Militar informou que não vai divulgar estimativa.



Segundo a organização, o ato deste domingo é em homenagem ao Dia do Trabalho, em defesa da democracia, dos direitos sociais e contra o golpe. A programação prevê que a caminhada seja finalizada no Marco Zero, no Bairro do Recife. A manifestação faz parte do calendário de atividades contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A CUT faz também uma homenagem aos 30 anos da Festa da Lavadeira.
















Para o presidente estadual da CUT, Carlos Veras, esse 1º de maio vai além do Dia do Trabalho. "É um dia de luta, de enfrentamento. Desde ontem os trabalhadores estão nas ruas com atividades nos municípios de Exú, Caruaru, Vitória de Santo Antão, Petrolândia, Petrolina, Surubim e aqui no Recife. Isso é para deixar claro para todos os golpistas que tentam atrapalhar a democracia do nosso país e as conquistas sociais", comentou.
Veras ainda fez duras críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e ao vice-presidente da República, Michel Temer. "Isso porque o bem maior do povo é a democracia e ela está sendo golpeada nesse momento com um congresso composto, na sua maioria, de réus corruptos", acredita.
















Quando passava pela Avenida Conde da Boa Vista, a chuva ficou muito forte, provocando alagamentos na via. Nem assim, os manifestantes desanimaram. "Não temos medo de golpistas e torturadores. Não vamos temer esse chuva", disse Veras.
A manifestação também é organizada pela Frente Brasil Popular, que reúne entidades como MST, UNE, CUT, Comissão Pastoral da Terra, Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e partidos como PT e PCdoB.








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