sexta-feira, 20 de maio de 2016

Vídeos sobre Enem contam traumas de brasileiro número 1 no YouTube Whindersson Nunes, que passou dos 8 milhões de seguidos, já fez três vídeos sobre o tema. G1 ouviu outros youtubers que fizeram paródias sobre o Enem.

Vídeos sobre Enem contam traumas de brasileiro número 1 no YouTube
Whindersson Nunes, que passou dos 8 milhões de seguidos, já fez três vídeos sobre o tema. G1 ouviu outros youtubers que fizeram paródias sobre o Enem.



As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio ( Enem ) terminam nesta sexta (20), mas a saga da prova em 2016 está longe de terminar. O sucesso de vídeos e paródias relacionados ao Enem no YouTube, mesmo feito em anos anteriores, comprova. O youtuber Whindersson Nunes, atualmente dono do segundo maior canal do YouTube no Brasil - com mais de 8,4 milhões de inscritos - , exorcizou os traumas com o exame nos primeiros vídeos da sua carreira.
“Era a forma que tinha de rir para não chorar, porque pense em uma prova complicada”, disse piauiense. O G1 também ouviu outros três idealizadores de paródias sobre o Enem, que compartilharam inspirações e experiências que tiveram após fazerem o exame. Veja abaixo as





Mistura de sentimentos
A paródia “ Nesse Enem eu me torei ” do youtuber Whindersson Nunes, de 21 anos, narra com bom humor a rotina de um estudante que prestará o exame. O vídeo de 2013 foi o segundo publicado em seu canal e tem atualmente mais de 393 mil visualizações. A inspiração foi a própria vivência de Whindersson durante o exame. “Achei a prova bem difícil e ouvi os mais inteligentes da sala falando o mesmo. Na hora pensei: ‘Esse ano eu me lasquei’ ”, relembra, dizendo que a experiência foi “bem traumática” e que, na época, pensava fazer graduação em análise de sistemas.
Saiba Mais
Química tem pior média entre os 711 mil alunos do 1º simulado do Enem
Temas de redação no Enem e em mais 25 vestibulares: veja o que caiu
MEC lança 'Hora do Enem', programa de TV e plataforma de estudos
APP G1 ENEM: baixe o aplicativo
O vídeo foi produzido quando Whindersson ainda não ostentava uma legião de fãs - atualmente ele possui também cerca de 3,2 milhões de seguidores no Instagram. A produção do vídeo é caseira e seus amigos mais próximos participaram das cenas. “Eles abraçaram a minha doideira.”
Segundo o youtuber, fazer o Enem é muito mais do que uma prova e, sim, “uma mistura louca de sentimentos.” Whindersson acredita que 90% dos que assistiram a paródia se sentiram representados. “Os comentários mais legais foram das pessoas que se solidarizaram comigo, pois também tinham achado o exame difícil”, comenta.
Whindersson ainda guarda más lembranças (as mesmas que o fizeram gravar " O Maravilhoso dia em que eu fiz o Enem "). Inspirado nelas, dá um conselho para os candidatos. “Estudem para fazer tudo com tranquilidade, pois o que eu passei não desejo a ninguém. Quer dizer, só para algumas pessoas (risos) ”, afirma.






Evento nacional
O mineiro Sergio Ribs, de 25 anos, dono do canal Universidade Capenga, teve mais de 122 mil visualizações em seu vídeo “ Rap Drama do Enem ” e agradou alunos de cursinhos espalhados pelo país. Segundo o Youtuber, a escolha do rap como gênero musical não foi aleatória. “Geralmente o rap trata de dramas que as pessoas enfrentam. O Enem é um momento desafiador na vida dos estudantes”, afirma. Sergio aplicou à letra da música alguns dos maiores receios dos inscritos, como chegar atrasado à prova ou os temas da redação.
Segundo ele, o tema do vídeo foi sugerido por seu próprio público, majoritariamente pré-universitário. Sergio destaca que sua experiência como estudante também foi importante para compor a letra do rap. “Tive que prestar o Enem duas vezes, pois na primeira não atingi a nota necessária para a faculdade que queria. A pressão é grande. ”
O Youtuber foi aplicador da prova do Enem em 2011 e observou de perto o nervosismo dos estudantes. Neste dia, Sergio notou o despreparo de inscritos “em relação a coisas básicas, como documento, caneta com cor errada e atrasos”.



Cenas épicas
O clipe de “Beijinho no Ombro”, da cantora Valesca Popozuda, foi a base para a criação da paródia “ Faz o Enem ”, de Gustavo Quintanilha. O carioca de 23 anos, dono do canal Guto Paródia, fez a dublagem cômica, pois acreditava no potencial de identificação com os estudantes. E, de fato, isso aconteceu. O vídeo tem hoje 150 mil visualizações e mais de 2.300 curtidas. Gabriel escolheu Valesca para brincar com o fato de a cantora ter sido listada, naquele mesmo ano, como "pensadora contemporânea" em prova aplicada a alunos de escola no Distrito Federal .
O youtuber, que prestou o exame em 2011 como treineiro, se inscreveu novamente para o Enem deste ano. “Estou em dúvida entre os cursos de publicidade, artes cênicas ou design ” diz.
















Potencial
O canal nordestino Putz Véi cria paródias musicais há quatro anos e tem como marca o humor escrachado. O canal tem a tradição de todo ano publicar algum vídeo sobre o Enem. “ Nosso público é jovem e se identifica bastante com o tema”, conta Gabriel Oliveira, de 27 anos, um dos responsáveis pelo canal.
Em 2015, a paródia “ Não passei no Enem ”, baseada na música "Photograph", do cantor Ed Sheeran, falou sobre o drama dos estudantes que não tiveram bons resultados na prova.
“A música do cantor Ed Sheeran tem um tom melodramático perfeito para o tema”, afirma. Gabriel ressalta que, geralmente, paródias têm grande alcance nas redes sociais e são compartilhadas por muitas pessoas.
A versão foi gravada em três dias e em três cenários diferentes - um deles em uma faculdade no Recife, que cedeu o espaço para a gravação do vídeo. O recifense afirma que continuará fazendo vídeos sobre o tema. “Sempre temos um alcance grande”, ressalta.
(*Sob supervisão de Ardilhes Moreira)
tópicos:
Enem