quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

CAPELA DO ENGENHO POÇO CUMPRIDO.



ENGENHO POÇO CUMPRIDO
-VICÊNCIA-
O Engenho Poço Comprido, forma o conjunto arquitetônico remanescente da sociedade da antiga agro-indústria açucareira pernambucana; hoje pertence à Usina Laranjeiras, mas é a Associação dos Filhos e Amigos de Vicência que faz a gestão do sítio histórico. Único engenho do Brasil tombado nacionalmente pelo Instituto de defesa do Patrimônio Histórico Nacional, o IPHAN, conforme se vê no Livro de Tombo de Belas Artes, no ano de 1962.
O tombamento do Engenho Poço Comprido deveu-se ao de ser ele o único engenho construído no século XVIII em Pernambuco totalmente preservado. Além disso, ele foi construído em uma das primeiras sesmarias da região e deu origem a outros engenhos.
O engenho Poço Comprido está localizado no Vale do Siriji, um conjunto de serras que criou as condições naturais de constituição das nascentes dos rios da chamada Bacia do Rio Goiana e que desempenha o papel de divisor de águas da bacia hidrográfica destes rios da do Paraíba.
Poço Comprido foi construído num trecho da ribeira do Siriji que reunia as condições idealizadas pelos colonizadores europeus do final do século XVII: o outeiro para construir a casa-grande e a capela, de forma a obter o domínio espacial do engenho, o controle operacional dos homens ligados à produção e a submissão das almas dos moradores; um espaço amplo, à vista da casa-grande, para instalação da unidade fabril; um rio como linha de movimento, como estrada para o ir e vir de cargas e pessoas e, sempre que possível, para a produção de força motriz, além de servir do abastecimento, à higiene e à salubridade. O engenho guarda ainda uma área verde considerável no entorno da casa-grande.
No ano de 1824, Frei Caneca, líder da Confederação do Equador, naquela ocasião, ao passar pelo Engenho Poço Comprido, celebrou um grande conselho, em que tomaram parte o capitão José Vitoriano Delgado, então eleito governador das armas, toda a oficialidade dos corpos, sendo então resolvida a instalação da assembléia constituinte do Brasil em um ponto central, onde em liberdade e fora da influência das armas do Rio de Janeiro, ou em outra qualquer província, se pudesse discutir e decretar a constituição ou leis fundamentais do Brasil; pois que de nenhuma outra forma receberiam constituição alguma, que não fosse feita pelos legítimos representantes da nação brasileira, reunida em congresso soberano.
A Associação dos Filhos e Amigos de Vicência, comodatária deste patrimônio, realiza ações que promovem a preservação do conjunto arquitetônico, compreendendo de quatro hectares. Poço Comprido recebe visita de turistas e estudantes. E o engenho tem, sido tema de vários estudos acadêmicos de estudantes em diversos níveis.
No espaço das edificações deste engenho funciona o Ponto de Cultura Poço Comprido com atividades voltadas para a cultura popular local e regional e a educação patrimonial, através de oficinas pedagógicas dentro deste contexto e da realização de eventos que divulguem e vivenciem a cultura desta localidade.
Texto pesquisado por Joana D’Arc , escrito por Joana Darc e Severino Vicente.


















Engenho Poço Comprido/Vivência– 2009:
O Engenho Poço Comprido foi totalmente recuperado pelo Governo do Estado e tombado pelo IPHAN/PRÓ-MEMÓRIA, em 1962.
Possui um belíssimo conjunto arquitetônico, formado pela casa grande, capela e senzala. Casarão do tipo nortenho, parecido com os do norte de Portugal, têm dois pavimentos sustentados por esteios de madeira ou colunas de tijolos; paredes em taipa de pau-a-pique, alvenaria de tijolos ou adobe; planta retangular; e coberta de telhas de barro. Posteriormente surgiu a inclusão de varandas, torres e escadas externas.
A igreja, século 18, interligada à casa tem seu frontão barroco, sem torre sineira e com frontispício bastante singular, possui dois altares laterais e um altar-mor com teto em madeira, com afresco; fica ao lado da casa grande, formando um só corpo. Têm um importantíssimo significado para a história de Pernambuco e do Brasil. Serviu de abrigo para liberais comandados por frei Caneca, que em 1824 proclamaram a Confederação do Equador.
A importância do Engenho deve-se ao fato de ser o único exemplar remanescente do século 18 no Estado e ter sediado a última reunião do Conselho do Governo da Confederação do Equador, em 1825, com a participação de Frei Caneca, um dos líderes da revolução. Além de ser o único que possui um pelourinho. O seu casarão abriga a exposição “Açúcar: Mostra do Engenho Poço Comprido”, onde painéis fotográficos retratam a época do açúcar e dos engenhos de Pernambuco. Na capela, ao lado da casa grande, estão os restos mortais dos antigos proprietários, todos membros da família Correia Gayão. Um dos ossuários está aberto, deixando à mostra os ossos do capitão Francisco Antônio Gayão, morto em 1860.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cristóvão das Mercês Gonçalves Guerra - Casado com Ana Francisca de Jesus, que obtiveram a Sesmaria de Poço Comprido, no vale do Sirigi
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Antônio Pessoa Guerra - Casado com Joaquina Gaião Pessoa. Tendo ficado órfão, pois os pais faleceram de cólera morbus, foi adotado por Cristóvão das Mercês Guerra. Daí provém o sobrenome Guerra. Herdeiro de Cristóvão das Mercês Gonçalves Guerra e de Ana Francisca de Jesus. Sua filha Helena Correia de Araújo casou com Paulo Cavalcanti Petribu. Proprietário dos engenhos: Penedo de Baixo/São Lourenço da Mata; Babilônia e Poço Comprido/Nazaré da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Pessoa Guerra - Prefeito de Recife (1928/1930). Proprietário dos engenhos: Limeira Grande/ Carpina e Poço Comprido/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Antônio Carrero Gayão – Casado com (?) Joaquina Francisca Guerra Gayão.
Fonte: Engenhos de Pernambucano A a Z.

CAPELA DO ENGENHO POÇO CUMPRIDO.
A igreja, século 18, interligada à casa tem seu frontão barroco, sem torre sineira e com frontispício bastante singular, possui dois altares laterais e um altar-mor com teto em madeira, com afresco; fica ao lado da casa grande, formando um só corpo. Têm um importantíssimo significado para a história de Pernambuco e do Brasil. Serviu de abrigo para liberais comandados por frei Caneca, que em 1824 proclamaram a Confederação do Equador.



Sem comentários:

Publicar um comentário