sábado, 14 de janeiro de 2017

ENGENHO PATOS, LOCALIZADO NO DISTRITO DE SIRIJI EM SÃO VICENTE FÉRRER.

ENGENHO PATOS, LOCALIZADO NO DISTRITO DE SIRIJI EM SÃO VICENTE FÉRRER.


Engenho Patos/São Vicente Férrer - Localizado no distrito de Sirigi e com fácil acesso, o Engenho tem um relativo valor cultural e está localizado num entorno natural exótico. O conjunto arquitetônico do Engenho é formado pela casa grande, cocheira, moita e casas de moradores. 
A capela, construída em 1844, a certa distância e num nível mais elevado do que a casa grande se caracteriza por possuir uma única galeria que serve para cobrir a escada de acesso ao coro e ao púlpito.
Atualmente, a escada de acesso ao coro não é externa, mas pode tê-lo sido, pois ainda existe na galeria lateral a que pode ter sido o patamar de acesso para o coro no nível do seu piso.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Miguel Ramos Andrade Lima, casado com D. Severina Ramos de Andrade Lima. Possuía vários engenhos em São Vicente Ferrer, Vicência e Macaparana, dentre os quais Mocóens, Belo Monte, Água Doce e Lajes. Em 1918 comprou por "90 contos de réis" , a D. Chiquinha Correia, viúva de Joaquim Correia, o engenho Patos.
Dentre seus filhos, José Nilo, abandonou o estudo de agronomia, no penúltimo ano e recebeu dele a administração da nova propriedade.
José Nilo, moço de visão, consciente do que deveria fazer para desenvolvê-lo, com o passar de alguns anos transformou seu engenho no mais produtivo do Vale do Siriji, com safra estimada em 4.500 Pães de açúcar, em seu áureo período.
Inicialmente movido a roda d'água, recebeu um grande fluxo de progresso ao instalar um equipamento movido a vapor, aproveitando a energia hidráulica para transformar em energia elétrica. Em 1935 comprou a Antônio da Mata Ribeiro, casado com D. Francisquinha, o engenho Estivas.
Com sua morte, a administração do engenho Patos passou para as mãos do primogênito José Nivaldo Ramos de Andrade Lima (vereador de São Vicente Ferrer e primeiro prefeito constitucional do município de Machados).
 Atualmente a propriedade está sob cuidados do Sr Severino Ademar Andrade Lima, um doa filho mais novo do Sr José Nilo.
Fonte das informações: Engenhos de Pernambucano A a Z; Livro Vale do Siriji.
Fotos reprodução internet.










José Nilo de Andrade Lima

O Senhor de Engenho que transformou sua propriedade em uma das mais modernas e próspera se todo vale do Siriji. 

Conhecido como homem de visão e progressista, é descrito em várias literaturas da região como um homem a frente do seu tempo, o " antevisor do futuro". 

Parecia ter uma bola de cristal, segundo se dizia, sua inclinação para viver o futuro era impressionante. Seus lucros eram "Socializados" seu engenho tinha tudo para o conforto da família e de seus trabalhadores. 

Os rádios alimentados por bateria de automóveis era uma verdadeira atração no engenho. Gostava de automóveis e sua marca preferida era o Dodge. 

José Nilo, além de engenhoso senhor de Engenho. Foi um importante político local no Vale do Siriji, era ligado a UDN e exercia influência política na região de Machados, São Vicente e Macaparana. 
Chegou a disputa em 1947 a prefeitura do município de Macaparana que tinha tornado-se sede e transformado São Vicente (Manoel Borba) e São José do Siriji distritos de seu território. Perdeu para o então futuro Governador José Francisco Moura Cavalcanti, porém conseguiu eleger o seu parceiro de chapa Severino de Andrade Guerra(Ioiô Guerra) Sub prefeito de Siriji pela UDN.

No município de Machados, o filho de José Nilo, o Major José Nivaldo Ramos Andrade Lima, tornou-se o Primeiro prefeito constitucional de Machados em 1965. 

Em Machados José Nilo é patrono de uma rua no centro da cidade e de uma escola no Sítio Desengano.




"Zé Nilo" estimulou o progresso em Patos, notadamente quando, em 1924, por motivo do seu casamento D. Laura, sua noiva, filha de José Seabra de Andrade Lima e de D. Elisa, lhe enviou tal entusiasmo pelo viver, que o engenho Patos se transformou em uma verdadeira cidade. Ali instalando 150 lâmpadas elétricas , cujo trabalho se fez necessário a presença de um engenheiro que notando a riqueza, abundância e movimentos das águas do rio Siriji ao redor do Engenho Patos, implantou um sistema barato e eficiente de geração de energia elétrica oriundo do movimento das águas. 

A partir daí, caravanas de curiosos começaram a visitar o engenho Patos para conhecer e apreciar a "Luz que não tremia" diferente das lâmpadas tipo " lamparina" que era alimentada a motor de óleo e existia nas cidades próximas.



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