Historia Da Barragem Palmeirinha Pedra Fina

História da Barragem de Pedra Fina.






Construída em 1983, a Barragem da Pedra Fina abastece os municípios de Surubim, Bom Jardim, João Alfredo, Salgadinho, Passira e Cumaru, beneficiando cerca de 150 mil habitantes.
Além destes, o município de Limoeiro tem parte do abastecimento servido pela barragem, através de uma vazão de 180 metros cúbicos por minuto. A barragem tem uma capacidade de armazenamento de 8 milhões de metros cúbicos de água em sua totalidade.
A HISTÓRIA DA BARRAGEM DE PEDRA FINA
A barragem de Pedra Fina faz parte do sistema adutor de Palmeirinha. E está localizada no município de Bom Jardim próximo a divisa do município de Machados.
A construção da barragem alagou uma pequena área de terra do antigo engenho Pedra Fina e Herdeiros da família "Epaminondas Azevedo" que possuía as terras onde foi construída.
A escolha e construção da barragem de Pedra Fina se deu através de uma polêmica e conflito. Isso porque inicialmente o projeto para construção da Barragem estava previsto para outra localidade.
A Companhia de Saneamento de Pernambuco - COMPESA - ligada ao Governo do Estado, durante a gestão do presidente Artur Lopes de Araújo havia preparado um projeto para construção de uma barragem no Engenho Poço Comprido, afim de favorecer cidades do Agreste Setentrional que sofria com a seca e a falta de abastecimento em especial Surubim naquela época.
Sendo o Rio Sirijir o melhor e mais ambundamte volume de água da região, os recursos já estavam disponíveis via Banco Nacional de Habitação (BNH).
Iniciava se então o trabalho topográfico e interrompia a pavimentação da PE - 89 que tinha sido iniciado naquela mesma época.
As cidades beneficiadas com a barragem seriam Surubim, João Alfredo, Passira, Cumaru, Salgadinho e Bom Jardim.
Como a água era do Siriji e as terras inundadas com a represa pela barragem era na região que circundava o Rio, e essas não seria atendidas pelo sistema adutor por não haver naquele momento problemas com abastecimento na localidade.
Se iniciou então um movimento de oposição a construção da Barragem no Poço Comprido pelos proprietários da área. Tal movimento foi inicialmente articulado e liderado pelo Senhor do Engenho Araticuns José Daer Andrade Lima.
Zé Daer em um determinado dia, interrompeu os trabalhos topográficos realizados em seu engenho e colocou a equipe com todo seus equipamentos de teodolitos e balisas pra correr, informando que iria promover uma campanha para que a barragem "Desse em água".
Mais tarde um dos engenheiros da obra tentando convencer José Daer a aceitar o projeto. Argumentou que o dinheiro das indenizações daria para iniciar outros empreendimentos mais rentáveis que a cana de açúcar que na época estava provocando prejuízos para os senhores de engenho em virtude da expansão das usinas. José Daer Contra argumentou que sua luta não se tratava pelo dinheiro, mas da tradição e história da terra de seus ancestrais. Era uma luta afetiva, de vaidade aristocratica do Vale do Siriji.
A luta e campanha de José Daer logo ganhou novos apoios. Armando Monteiro preocupado com a possível mudança do curso do rio e a diminuição do volume de água que atendia a Usina Laranjeiras, se juntou a outros proprietários de terras tradicionais da localidade e promoveu caravanas com prefeitos das cidades vizinhas ao rio para pedir ao Governador a transferência da barragem para outro local.
Estava no governo de Pernambuco Marco Antônio de Oliveira Maciel (1979). Uma comissão composta por vários empresários do Vale do Sirijir foi formada, dentre os quais José Daer Andrade Lima, Armando Monteiro, Deputado Maviael Cavalcanti, Luiz Gomes Maranhão ( ex prefeito de Vicência), prefeitos, vereadores e outras pessoas. Todos procuraram o governador para fazer um apelo pelo fim do projeto de construção de barragem no Poço Comprido.
ÊNIO GUERRA E A SOLUÇÃO DO RIO OROBÓ
Aguardando uma audiência, por outros motivos, estava na mesma sala de espera para reunião o senhor do Engenho Palma e deputado Enio Pessoa Guerra que, conhecendo a tragédia que seria a construção de tal barragem se ofereceu a apresentar o pleito ao Governador. Já que o mesmo seria atendido antes. Ênio foi autorizado por Jose Daer para representar a todos que faziam parte da comissão.
Ênio Guerra argumentou com o governador que seria mais apropriado, mais econômico para o estado a transferência do projeto para algum lugar do Rio Orobó com terras mais improdutivas e que não dava tanto impostos ao Estado como a região do Poço Comprido que iria ter queda na arrecadação tributária por parte dessa barragem em terras altamente produtivas.
A presença e idéia de Ênio naquele momento foi primordial para resolver o impasse que angustiava os proprietários do Vale do Sirijir e fez o governador bater o martelo para a escolha de Pedra Fina banhada e abastecida pelo Rio Orobó, como a escolhida para abastecer as cidades do agreste setentrional.

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